A dificuldade em demonstrar empatia, a rejeição ao contacto físico ou movimentos corporais repetitivos são algumas das características mais frequentemente relacionadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O interesse em saber mais sobre as vidas daqueles que sofrem de autismo tem sido demonstrado, durante anos, no grande ecrã. Esta é uma forma de visibilidade que também atingiu as séries televisivas e que nos ajudam igualmente a entender o seu dia a dia.
Os sinais deste distúrbio são detetados durante os primeiros três anos de vida. Embora as manifestações e necessidades sejam diferentes dependendo da fase de desenvolvimento, o autismo acompanhará a pessoa ao longo de toda a sua vida.
Também podemos encontrar diferentes exemplos de filmes e séries cujos personagens têm Síndrome de Asperger (AS). Assim sendo, é importante compreender que, segundo o sistema de classificação europeu, podemos dividir em dois subgrupos: o autismo clássico e o síndrome de Asperger. Ambos partilham características, exceto uma: as dificuldades de aprendizagem. Esta característica pode apresentar-se no autismo clássico, mas nem sempre em pessoas com Asperger, visto que estas podem ter um QI acima da média.
A sétima arte e os distúrbios do espectro autista
É difícil fazer uma seleção de filmes em que existam personagens autistas, quer seja protagonistas ou personagens secundários. No entanto, todos eles seguem padrões semelhantes: demonstram experiências como a rejeição, a incompreensão ou os estigmas que rodeiam o autismo e o Asperger. No entanto, também existe espaço para outros sentimentos como a esperança, a coragem ou a superação. Deixamos uma seleção de filmes baseada neste tema:
- Rain Man (1988)
- Gilbert Grape (1993)
- Molly (1999)
- Fronteira de Silêncio (1993)
- Loucos e Apaixonados (2005)
- After Thomas (2006)
- Superbror (2009)
- Temple Grandin (2010)
- My name is Khan (2010)
- Mary and Max (2009)
As séries também se juntam à consciencialização do autismo
Por outro lado, o aumento das séries televisivas nos últimos anos trouxe uma maior visibilidade de certas questões até agora desconhecidas. Por isso, também encontramos séries com esta temática. Uma personagem que muito sensibilizou a sociedade, especialmente a norte-americana, de como se relacionar com uma pessoa com Asperger é Sheldon Cooper (da série The Big Bang Theory). A nível público europeu, destacam-se as diferentes temporadas e versões de Sherlock, uma personagem também sempre ligada ao Asperger. Entre as últimas séries que tocam este tema e que mais destaque têm tido no Netflix é Atypical. Esta série retrata a vida de um adolescente de 18 anos onde podemos descobrir alguns temas do dia a dia de uma pessoa com esta idade, do ponto de vista do próprio autista e da sua família. Outra série a destacar recentemente é o The Good Doctor, especialmente pelo recorde de audiências alcançado. Esta série, não fala apenas do autismo de um jovem médico mas também do síndrome de Savant.
Eu comprometo-me, #DiaMundialDoAutismo
Como vimos em Síndrome de Down, o cinema e as séries televisivas não só mostram exemplos de integração de pessoas que vivem esta realidade, como também contribuem para a visibilidade do Transtorno do Espectro Austista. No entanto, devemos estar conscientes da extensão da ficção, uma vez que, não existem duas pessoas autistas iguais. Portanto, é importante fugir dos mitos e padrões que nos fazem pensar, por exemplo, no clichê do Savant (nem todas as pessoas autistas são dotadas).
Com o objetivo de consciencializar a sociedade para a realidade das pessoas com autismo, tornando visíveis os obstáculos que têm de ultrapassar assim como as suas vitórias, a Organização das Nações Unidas decretou em 2007 o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Consciencialização do Autismo para que todos possamos desfrutar de um mundo cada vez mais inclusivo.
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